Viajar de avião exige atenção redobrada ao que vai na mala — e, agora, também ao que costuma ficar no bolso ou na mochila. Um acessório comum do dia a dia passou a ter regras mais rígidas a bordo das aeronaves, após atualizações nas normas de segurança adotadas por companhias aéreas internacionais.
Trata-se dos power banks, as baterias portáteis usadas para recarregar celulares e outros dispositivos eletrônicos. A mudança mais recente foi anunciada pela Lufthansa, mas segue diretrizes que vêm sendo discutidas globalmente por autoridades da aviação civil.
O que mudou nas regras para levar power bank no avião
A Lufthansa passou a proibir o uso e o carregamento de power banks durante o voo desde o início deste mês. Os dispositivos ainda podem ser transportados, mas apenas na bagagem de mão. O despacho no porão do avião continua vetado, sem exceções.
Cada passageiro pode levar no máximo duas unidades, desde que atendam aos limites de capacidade estabelecidos. Power banks de até 100 Wh são permitidos normalmente. Já os modelos entre 100 Wh e 160 Wh só podem ser levados com autorização prévia da companhia aérea. Acima desse valor, o transporte é proibido.
Além disso, o local onde o acessório fica durante o voo também passou a ser controlado. Ele pode ser guardado no bolso da roupa, na bolsa pessoal, sob o assento à frente ou no compartimento do assento. Os bagageiros superiores não são permitidos para esse tipo de item.
A decisão tem relação direta com os riscos das baterias de íon-lítio, que podem superaquecer, entrar em curto-circuito ou até provocar incêndios. Na cabine, qualquer problema pode ser identificado rapidamente pela tripulação.
Outro ponto importante: se o power bank não tiver a capacidade energética claramente indicada na etiqueta, o embarque pode ser recusado. Antes de viajar, vale sempre conferir as regras específicas da companhia aérea escolhida.





