As autoridades educacionais anunciaram mudanças significativas nas regras de alimentação escolar, que já estão em vigor desde 29 de março de 2025. A medida proíbe tanto a venda quanto a publicidade de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas dentro das instituições de ensino.
O país que tomou esta drástica medida foi o México, onde os índices de sobrepeso e obesidade infantil atingem níveis alarmantes, afetando mais de um terço das crianças em idade escolar.
México copia modelo brasileiro para controlar obesidade infantil
Desde 29 de março de 2025 está proibida a publicidade e a venda de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas em todas as instituições de ensino. A medida integra a atualização da Lei Geral da Educação e o programa Vive Saludable, Vive Feliz, que busca reduzir os níveis de obesidade infantil e fomentar hábitos saudáveis e sustentáveis entre estudantes.
Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (ENSANUT 2020-2022), 36,5% das crianças mexicanas em idade escolar apresentam sobrepeso ou obesidade — cerca de seis milhões de estudantes. Além disso, persistem casos de nanismo, baixo peso e deficiências nutricionais, evidenciando as desigualdades no acesso a uma alimentação de qualidade.
As novas diretrizes proíbem a venda de produtos com selos de advertência sob a norma NOM-051, como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos e doces. Em contrapartida, incentivam a oferta de frutas, vegetais, sementes e água potável. A fiscalização das cantinas escolares também foi reforçada, com exigência de padrões de higiene e segurança.
Para apoiar a implementação, o governo lançou campanhas em rádio e TV, treinamentos online e materiais educativos voltados a professores, famílias e fornecedores. Ao adotar essa política, o México segue o exemplo de países como Chile e Brasil, que já registraram avanços com medidas semelhantes.
A expectativa é que, a longo prazo, a iniciativa reduza os índices de obesidade infantil, promova saúde e bem-estar.





