O consumo frequente de refrigerantes e outras bebidas açucaradas, já conhecido por contribuir para o ganho de peso, também pode trazer consequências mais graves à saúde: o aumento do risco de demência, condição que afeta de forma progressiva e irreversível o cérebro. É o que aponta um estudo publicado no periódico The Journal of Nutrition, Health and Aging.
A análise considera dados de 118 mil adultos, obtidos durante 13 anos por meio do UK Biobank. Assim, foram cruzadas informações sobre hábitos alimentares e o surgimento de doenças cognitivas. Os resultados apontam que pessoas que ingerem essas bebidas com frequência apresentam maior risco de adquirir alguma doença de demencia, em comparação com aquelas que consomem raramente ou evitam esse tipo de produto.
Açúcar em excesso pode prejudicar o cérebro
O excesso de açúcar pode afetar diretamente o funcionamento cerebral, contribuindo para alterações que favorecem o declínio cognitivo. Esse efeito está ligado a fatores como alterações no controle da glicose no organismo e possíveis danos cumulativos ao longo dos anos. Com o tempo, essas mudanças podem aumentar o risco de doenças neurodegenerativas.
Demência é progressiva e sem cura
A demência é caracterizada pela perda gradual de funções cognitivas, como memória, raciocínio e orientação. Em muitos casos, está associada a doenças como o Alzheimer, que evoluem ao longo do tempo e não têm cura definitiva.
Por isso, a prevenção, incluindo hábitos alimentares mais equilibrados, é considerada uma das principais estratégias para reduzir o risco.
Moderação é fundamental
A principal recomendação é a moderação. Reduzir o consumo de bebidas açucaradas e priorizar uma alimentação mais saudável pode ser um passo importante para proteger não apenas o corpo, mas também o cérebro.
Sobre o estudo
É importante destacar, no entanto, que a pesquisa é de caráter observacional, o que significa que não permite afirmar que exista uma relação direta de causa e efeito entre o consumo das bebidas açucaradas, como os refrigerantes, e o desenvolvimento de alguma doença de demência.
Outro ponto a considerar é que os dados sobre ingestão desses produtos foram fornecidos pelos próprios participantes, por meio de questionários, o que pode comprometer a exatidão das informações coletadas.





