Embora já esteja lidando com o risco iminente de uma possível greve dos caminhoneiros, o governo federal agora também precisará dedicar atenção ao setor da educação, uma vez que professores também estão iniciando paralisações.
Uma das movimentações mais recentes ocorreu na Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, nesta terça-feira (17). Com a paralisação dos docentes, os nove centros de estudo do local tiveram que suspender as aulas.
Conforme divulgado pelo portal Folha de Londrina, o diretor de comunicação do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) e da Associação dos Docentes da UEL (Aduel), Ronaldo Gaspar, revelou que a defasagem salarial dos professores, que chegou a 52,8%, foi a principal motivação para o ocorrido.
Segundo ele, a paralisação tem como principal objetivo demonstrar a insatisfação da categoria com a atual política salarial adotada pelo governo estadual, bem como buscar a implementação de mudanças.
É importante lembrar que a movimentação se iniciou pouco antes da realização de uma nova assembleia, que está agendada para ocorrer nesta quinta-feira (19), na qual os professores podem votar pela possível deflagração oficial de greve.
Governo do Paraná afirma que greve pode ter cunho eleitoral
Além de afirmar que a manifestação tem como objetivo garantir a reposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos, a presidente do Sindiprol/Aduel, Lorena Ferreira Portes, declarou que, apesar da realização de reuniões, o governo do Paraná ainda não apresentou propostas favoráveis.
Todavia, a fala da representante da categoria acabou sendo rebatida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que afirmou que o Executivo se mostrou aberto a dialogar com o setor para encontrar soluções por meio de uma nota à imprensa.
O comunicado divulgado pelo órgão ainda ressalta que, para o governo, a ameaça de greve e as pressões por parte dos sindicatos não parecem representar a decisão dos professores, mas sim uma iniciativa de cunho eleitoral.





