Ganhar R$ 5 mil por mês no Brasil pode parecer insuficiente diante do preço dos aluguéis, supermercados e contas básicas nas grandes cidades. Mas os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram uma realidade que costuma surpreender muita gente: essa renda já coloca parte dos brasileiros entre os 10% mais ricos do país.
Os dados são da PNAD Contínua divulgada nesta semana pelo IBGE. O levantamento revela como a renda segue extremamente concentrada no Brasil — e como o topo da pirâmide começa antes do que muitos imaginam.
Em 2025, o rendimento médio mensal por pessoa nos domicílios brasileiros ficou em R$ 2.264. Já a mediana — indicador considerado mais fiel à realidade da população — foi ainda menor: R$ 1.311 por pessoa. Isso significa que metade dos brasileiros vive com menos do que esse valor mensal.
Afinal, quem é considerado rico no Brasil?
Segundo o IBGE, os 10% mais ricos do país tiveram rendimento médio de R$ 3.590 por pessoa em 2025. Na prática, isso significa que um trabalhador com salário de R$ 5 mil, especialmente se morar sozinho ou em uma casa com poucas pessoas, já pode integrar essa faixa da população.
O dado chama atenção porque muitas pessoas associam riqueza apenas a milionários, empresários ou investidores. Mas a pesquisa mostra que uma parcela relevante do topo da renda brasileira é formada justamente por trabalhadores assalariados com salários mais altos.
Ainda assim, existe uma enorme diferença dentro desse grupo. Enquanto os 10% mais ricos recebem em média R$ 3.590 por pessoa, o 1% mais rico do país alcança quase R$ 25 mil mensais por integrante da família.
Os números também escancaram a desigualdade: os 10% mais ricos concentram mais de 40% de toda a renda do país, enquanto os 70% mais pobres dividem menos de um terço desse total.





