O brasileiro recebeu mais dinheiro em 2025 — pelo menos na média. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o rendimento médio mensal da população chegou a R$ 3.367 neste ano, valor mais que o dobro do salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621.
A informação faz parte da PNAD Contínua e representa o maior rendimento médio já registrado pela pesquisa. Segundo o instituto, houve crescimento de 5,4% em relação a 2024 e o país acumula quatro anos seguidos de avanço na renda da população.
Mas o que isso significa na prática? O dado não quer dizer que todos os brasileiros estejam ganhando R$ 3.367 por mês. A chamada “renda média” funciona como uma conta geral: soma-se tudo o que a população recebe e divide-se pelo número de pessoas com rendimento.
Brasileiros estão ganhando mais, mas desigualdade continua alta
O aumento da renda indica que mais pessoas conseguiram emprego, passaram a trabalhar mais ou tiveram reajustes salariais. O próprio IBGE aponta que 143 milhões de brasileiros tiveram algum tipo de rendimento em 2025, maior número da série histórica.
Além disso, o rendimento médio do trabalho também bateu recorde e chegou a R$ 3.560 mensais. Isso ajuda a explicar o crescimento do consumo em vários setores da economia, como supermercados, serviços e comércio.
Por outro lado, o levantamento mostra que a desigualdade segue muito elevada. Os brasileiros mais ricos tiveram crescimento de renda acima da média nacional, impulsionados principalmente por salários mais altos, investimentos financeiros e ganhos com aluguel.
Enquanto os 10% mais ricos concentraram mais de 40% de toda a renda do país, os 40% mais pobres continuam recebendo uma fatia muito menor.
Segundo o IBGE, os dados mostram uma recuperação importante após a pandemia, mas revelam que o aumento da renda ainda não foi distribuído de forma igual.





