Por meio de um relatório recente, divulgado no Brasil pela coluna de Paulo Cappelli no portal Metrópoles, o Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou qual é a “principal ameaça” à segurança nacional do Brasil em sua perspectiva.
Baseado em dados dos últimos anos sobre o volume de apreensões de drogas no país, o documento classificou a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua em pelo menos 22 estados brasileiros e em 16 outros países, como um grande perigo.
De acordo com a autoridade dos EUA, a proximidade do Brasil com três dos maiores países produtores de cocaína do mundo acaba favorecendo os negócios da organização, uma vez que a nação serve tanto como destino quanto como ponto de trânsito para o tráfico.
O relatório destacou que autoridades brasileiras já interceptaram carregamentos de cocaína, tanto por via aérea quanto marítima, com destino à África, Europa e até mesmo aos EUA, o que evidenciou a força da facção.
Sendo assim, mesmo reconhecendo a existência de outras organizações criminosas, o Departamento de Estado acabou classificando o PCC como o mais perigoso por conta do alcance de suas operações.
PCC: mais sobre a facção apontada como o maior perigo do Brasil pelos EUA
Fundado em 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, em São Paulo, o PCC é, atualmente, uma das maiores facções criminosas da América Latina, focada não apenas no tráfico internacional de drogas, mas também em lavagem de dinheiro e mineração ilegal.
Isso porque, com o passar do tempo, a organização conseguiu evoluir ao ponto de se tornar uma verdadeira “holding” do crime, deixando de lado seu passado como uma simples facção prisional e adotando uma estrutura empresarial.
Levantamentos recentes indicam que, somente no estado de São Paulo, o PCC conte com cerca de seis mil integrantes no sistema penitenciário e outros 2,6 mil em liberdade. O relatório dos EUA, porém, afirma que a facção também conta com membros espalhados pelo mundo.





