Quem é o “motorista da rodada” sabe: vale comer ou beber de tudo, desde que não tenha álcool, certo? Errado! Por mais surpreendente que seja, alguns alimentos e bebidas, aparentemente inofensivos, contém uma certa quantidade de álcool que pode sim alterar o teste do temido bafômetro.
Caso o teste dê alterado, a multa prevista para quem é flagrado dirigindo sob influência de álcool é de R$ 2.934,70, além da suspensão da CNH por 12 meses. Apesar da quantidade de álcool destes alimentos não serem suficientemente altas a ponto de deixar alguém embriagado, é válido evitá-los antes de dirigir, ainda mais quando se sabe que vai ter uma blitz no caminho.
Quais alimentos têm álcool — e por que eles não causam multa?
No Brasil, são considerados não alcoólicos os produtos com menos de 0,5% de álcool por volume. Isso inclui bebidas como a cerveja zero álcool e também alimentos comuns do dia a dia, que passam por fermentação natural.
Pães, por exemplo, são feitos com ingredientes semelhantes aos da cerveja. Durante a fermentação da massa, forma-se uma quantidade mínima de álcool, que em grande parte evapora no forno.
Estudos antigos identificaram entre 0,04% e 1,9% de álcool em diferentes tipos de pão — os com longa fermentação tendem a apresentar valores mais altos.
O mesmo acontece com sucos de frutas, como laranja, maçã e uva. Devido ao açúcar natural, eles fermentam rapidamente e podem alcançar até 0,5% de álcool, ainda dentro do limite permitido.
Alguns estudos europeus encontraram concentrações discretas de etanol, mas insuficientes para causar qualquer efeito semelhante ao de bebidas alcoólicas. Até frutas maduras, como bananas com manchas, podem chegar a 0,5% de álcool.
O alimento mais alcoólico da lista é o molho de soja, que pode ter entre 1,5% e 2% de álcool. Mesmo assim, seria necessário consumir uma quantidade muito grande para gerar qualquer alteração no organismo.





