Considerado uma das figuras de maior confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem acabou sendo condenado a mais de 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 por conta de sua participação na grande trama golpista.
Apesar disso, ele ainda não começou a cumprir sua pena, já que, antes da conclusão do julgamento, Ramagem teria deixado o Brasil de forma clandestina e fugido para os Estados Unidos, onde pretendia solicitar asilo político.
Recentemente, o ex-deputado acabou sendo capturado pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) do país por questões migratórias em uma operação que contou com a presença do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho.
Entretanto, dias depois, autoridades dos EUA não só optaram por soltar Ramagem, como ainda determinaram que o oficial brasileiro envolvido em sua captura deve deixar o país.
A decisão foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo estadunidense na segunda-feira (20) Em nota, publicada por meio das redes sociais, o órgão afirmou que o delegado teria tentado “manipular sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição”.
Lula analisa medidas de reciprocidade após decisão dos EUA
Conforme relatado pelo portal Diário do Nordeste, o delegado da PF atuava principalmente em Miami, onde trabalhava na busca e captura de brasileiros foragidos, desde março de 2023.
E de acordo com a própria instituição, o trabalho de Marcelo não apenas era realizado de forma integrada com as autoridades locais, como também tinha sua função central amplamente conhecida.
Em entrevista concedida durante uma viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a posição do governo dos EUA e indicou que, caso necessário, o Brasil pode tomar atitudes equivalentes como uma forma de rebater a “ingerência” cometida por autoridades do país.





