Viajar para a Europa com cães e gatos exige mais do que passagem aérea e caixa de transporte. Quem pretende embarcar com animais de estimação para países da União Europeia precisa apresentar uma documentação sanitária obrigatória que comprova vacinação, identificação e condições de saúde do pet.
O principal documento é o chamado “passaporte europeu para animais”, usado para circulação entre países da União Europeia. Já para tutores que saem do Brasil, o exigido é o Certificado Veterinário Internacional (CVI), também conhecido como certificado sanitário da UE.
Ambos servem para garantir que o animal esteja saudável e vacinado, principalmente contra a raiva — uma das maiores preocupações das autoridades sanitárias europeias.
Como viajar com o pet para a Europa
O processo exige planejamento com meses de antecedência. Isso porque uma das etapas obrigatórias é a sorologia antirrábica, exame que verifica se a vacina contra a raiva teve efeito no organismo do animal.
Antes disso, o pet também precisa receber um microchip de identificação compatível com padrões internacionais, ou seja, dentro da norma ISO 11784 e da tecnologia HDX ou FDX-B. O chip deve ser implantado antes — ou no mesmo dia — da vacina antirrábica.
Depois da vacinação, é necessário aguardar ao menos 30 dias para realizar a coleta de sangue da sorologia. Em seguida, ainda existe um prazo mínimo de três meses antes da emissão do certificado para entrada na Europa. No total, o processo pode levar cerca de 120 dias.
Além do exame, o tutor deve apresentar atestado de saúde emitido por veterinário habilitado, comprovantes de vacinação e informações completas do animal.
Alguns países europeus, como Irlanda, Noruega e Finlândia, ainda exigem tratamento antiparasitário específico antes do embarque.
Especialistas recomendam procurar veterinários experientes nesse tipo de viagem internacional para evitar erros burocráticos que podem impedir o embarque do animal no aeroporto.





