Cientistas descobriram depósitos de âmbar cristalizados no Equador, datados de 112 milhões de anos, contendo insetos preservados valiosos para o estudo da biodiversidade da era dos dinossauros. A descoberta ocorreu na província de Napo, localizada no centro da Bacia do Oriente. Dentro do âmbar fossilizado, foram encontrados vestígios de bioinclusões que documentam o ecossistema da época.
O âmbar do início do Cretáceo surpreendeu os cientistas devido à preservação excepcional de insetos e fragmentos vegetais. Este é o primeiro registro desse tipo de fósseis na América do Sul.

O achado permite que pesquisadores reconstruam o ambiente do antigo supercontinente Gondwana, que incluía a América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia. A presença de moscas, besouros, vespas e elementos de teias de aranha ilustra a rica biodiversidade vigente naquela era.
Contexto científico da pesquisa
Além de oferecer insights paleontológicos, essa descoberta pode ajudar a elucidar a história climática da região. Estudos geoquímicos indicam que a resina que formou o âmbar pode ter origem nas coníferas da família Araucariaceae, relacionadas às araucárias modernas.
Junto com os insetos, pólen e esporos foram encontrados, sugerindo a presença das primeiras plantas com flores na região noroeste da América do Sul.
A relevância do âmbar do Equador vai além de estudos paleontológicos, trazendo implicações para diversas áreas de pesquisa. A expedição que culminou nessa descoberta pode atrair mais cientistas para explorar a biodiversidade e mudanças climáticas de épocas remotas.





