Um registro considerado histórico ocorreu em Honduras, localizado na América Central. Uma onça-pintada conhecida como “onça das nuvens” voltou a ser flagrada após mais de uma década sem registros confirmados em uma região montanhosa do país. Este animal selvagem é extremamente raro e foi notado por meio de uma armadilha fotográfica colocada em uma trilha na floresta nublada, no alto da Sierra del Merendón.
Com 2 mil metros de altitude, o local é o mais alto do país e repleto de nuvens, o que pode dificuldar a visualização do felino. O registro do animal gerou felicidade a biólogos da Panthera, organização de consevação de grandes felinos. Essa é a terceira vez que uma onça das nuvens é vista em alta altitude.
Outro ponto de destaque é que esse felino é considerado o maior das Américas e pode ser encontrado desde o sul dos EUA até o norte da Argentina. Outro detalhe interessante: sua maior população está no Brasil.

Esforços para conservação
A Panthera, em parceria com iniciativas como a Wildlife Without Borders, tem investido na criação de um corredor ecológico protegido na região. A proposta é direta: conectar áreas naturais hoje fragmentadas e, com isso, ampliar as condições de sobrevivência da espécie.
O trabalho envolve um sistema contínuo de monitoramento com uso de tecnologia, além de ações voltadas à recuperação da cadeia alimentar do felino, com a reintrodução de presas como iguanas e catetos. Ao mesmo tempo, equipes em campo atuam para conter a caça ilegal, que ainda representa uma das maiores ameaças ao equilíbrio ambiental.
Esse movimento local não acontece de forma isolada. Ele faz parte de uma estratégia mais ampla, que ganhou força em 2025 com a criação do programa Jaguar Rivers. A iniciativa reúne organizações como o Onçafari e outras entidades da América do Sul, com o objetivo de consolidar o maior corredor de vida selvagem do continente.





