Uma nova decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu o alerta entre consumidores de suplementos alimentares em todo o país. Quatro marcas tiveram a venda proibida e já começaram a ser retiradas de lojas físicas e virtuais após a identificação de irregularidades graves.
A determinação inclui não apenas a suspensão da comercialização, mas também a apreensão, o recolhimento e a proibição de fabricação, divulgação e consumo dos produtos.
Por que os suplementos foram proibidos
De acordo com a Anvisa, os problemas encontrados vão desde falta de registro sanitário até composição irregular e propaganda enganosa. Uma das empresas atingidas é a Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda., que teve todos os seus produtos barrados por não possuir regularização junto ao órgão. Além disso, foram identificadas substâncias não permitidas em alimentos e uso indevido de alegações terapêuticas, o que é proibido para suplementos.
Outro caso envolve o Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E, da marca Global Suplementos. O lote 071A entrou na lista de recolhimento após a fabricante oficial, a Akron Pharma Ltda., afirmar que não reconhece esse lote como original. O produto era vendido em plataforma online e apresentava diferenças relevantes em relação à versão regularizada.
A R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. EPP também teve todos os seus itens interditados. Segundo a Anvisa, a empresa não cumpriu as boas práticas de fabricação, colocando em risco a segurança dos consumidores.
O suplemento CANDFEMM, divulgado como solução para “eliminar a candidíase”, também foi proibido por não ter fabricante identificado nem autorização sanitária. As promessas feitas na publicidade também não têm aval científico.
A Anvisa orienta que consumidores interrompam o uso desses produtos imediatamente e reforça que suplementos só devem ser adquiridos de marcas regularizadas, com informações claras no rótulo e aprovação oficial.





