Um gigantesco buraco coronal em formato de borboleta foi registrado na superfície do Sol pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO), da NASA, entre os dias 8 e 11 de setembro. A abertura, que se estende por cerca de 300 mil quilômetros, espaço suficiente para enfileirar mais de 23 planetas do tamanho da Terra, está liberando uma forte corrente de vento solar em direção ao nosso planeta.
O que são os buracos coronais
Essas aberturas são regiões da atmosfera solar onde os campos magnéticos se abrem e permitem que o plasma escape, criando fluxos intensos de partículas carregadas. Nas imagens, eles aparecem mais escuros justamente pela ausência desse plasma quente.
Impacto previsto para a Terra
Segundo informações da plataforma Spaceweather.com, o material expelido pela “borboleta solar” deve atingir a Terra no próximo domingo (14), provocando tempestades geomagnéticas de classe G1 a G2, consideradas fracas a moderadas, numa escala que vai até G5.
Embora esse tipo de evento seja relativamente comum, ele pode trazer efeitos práticos: interferência em satélites, falhas temporárias em comunicações e distúrbios em redes elétricas. Em casos extremos, tempestades mais intensas podem até causar apagões.
Relação com os equinócios
Especialistas explicam que setembro é um período particularmente propício a essas tempestades devido ao efeito Russell-McPherron, identificado em 1973. Nos equinócios, quando o dia e a noite têm quase a mesma duração, o alinhamento da Terra com o Sol intensifica a interação dos campos magnéticos. Dados históricos mostram que as tempestades são duas vezes mais frequentes nesse período do que nos solstícios.
Auroras: o lado bonito da tempestade
Apesar dos riscos, o fenômeno também traz um espetáculo visual, a formação de auroras boreais e austrais, luzes coloridas que iluminam os céus de altas latitudes. Setembro e março são os meses com maior chance de observá-las.





