Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest em 15 de janeiro revelou um dado alarmante: 58% dos brasileiros temem que o Brasil possa ser alvo de uma ação militar dos Estados Unidos semelhante à realizada na Venezuela. A operação em Caracas, ocorrida em 3 de janeiro, resultou na captura do presidente Nicolás Maduro sob acusações de envolvimento com o narcotráfico.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou duramente a ação americana, classificando-a como uma violação à soberania venezuelana e um precedente perigoso para a comunidade internacional. Apesar disso, 51% dos entrevistados na pesquisa acreditam que a reação do governo brasileiro foi inadequada, sugerindo que Lula poderia ter adotado uma postura diferente.
Reações à operação na Venezuela
A operação dos EUA na Venezuela gerou divisões na opinião pública brasileira. Enquanto 46% dos entrevistados aprovaram a intervenção militar para a remoção de Maduro, 39% desaprovaram. A pesquisa também revelou que 66% dos brasileiros preferem que o Brasil adote uma postura neutra, evitando alianças ou oposição aberta aos Estados Unidos.
A preocupação com a possibilidade de uma intervenção semelhante no Brasil não se limita a grupos específicos. Embora o medo seja mais pronunciado entre os apoiadores de Lula, alcançando 74%, ele também está presente entre os seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 57% temendo uma ação estadunidense.
Expectativas
A perspectiva de uma intervenção dos EUA tem implicações significativas para a segurança e a política externa do Brasil. Mesmo assim, 71% dos entrevistados afirmaram que a postura do país na questão venezuelana não afetará seu voto nas eleições presidenciais deste ano.
À medida que o cenário internacional permanece tenso, a pesquisa da Quaest destaca a contínua preocupação entre os brasileiros sobre as relações do país com potências estrangeiras.





