Elon Musk que se cuide, pois a sua maior concorrente já chegou ao Brasil e pode começar a operar. Estamos falando da empresa americana AST SpaceMobile, que vem para rivalizar com a starlink no ramo de internet no país. A companhia deve operar uma constelação de 248 satélites de baixa órbita, com o objetivo de gerar uma conexão direta entre celulares comuns e os satélites. Dessa forma, seria eliminada a necessidade de antena parabólica ou outros equipamentos.
O sistema faz uso da tecnologia direct-to-device (D2D). A liberação à empresa foi concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e permite que a companhia rival comece a oferecer conectividade em território brasileiro, ampliando a concorrência no mercado de redes não terrestres.
O que o novo serviço proporciona para o usuário?
Sabe quando você entra em uma zona na qual não há sinal de internet em seu aparelho celular? Pois é, atualmente não há muito o que fazer, mas com o novo serviço da AST SpaceMobile, a promessa é que o smartphone consiga sinal por meio de uma conexão direta com o satélite.
Além disso, devido aos satélites avançados da empresa, a expectativa é que as conexões sejam velozes e proporcionem experiências em alta definição para os usuários.
Sistema será disponibilizado por meio de parcerias com operadoras
A ideia da empresa norte-americana não évender o serviço diretamente para o consumidor, mas sim para operadoras. Nesse caso, ela já tem parcerias fechadas com a Tim, Claro e Vivo, as principais companhias de telecomunicações do Brasil. No entanto, esse benefício deve ser oferecido ao consumidor por meio de alguma cobrança extra.
Expansão da concorrência com a Starlink tende a acelerar inclusão digital no país
A chegada de uma nova operadora ao mercado brasileiro de internet via satélite deve intensificar a disputa direta com a Starlink, especialmente em um cenário de rápida expansão global da tecnologia. A AST SpaceMobile, que já conta com sete satélites em órbita, projeta ampliar sua cobertura internacional até o fim de 2026, o que coloca o Brasil dentro de uma estratégia mais ampla de crescimento em conectividade móvel por satélite.
Na prática, essa movimentação pode impactar diretamente regiões onde o acesso à internet ainda é limitado ou instável. Isso porque a proposta da tecnologia é ampliar a cobertura de sinal em áreas remotas, reduzindo a dependência de infraestrutura terrestre. Com mais empresas atuando nesse segmento, o setor tende a ganhar competitividade, o que pode acelerar a oferta de serviços e fortalecer iniciativas de inclusão digital em diferentes partes do país.
Autorização da Anatel impõe limites e regula uso de frequências estratégicas
A liberação concedida pela Anatel para operação da nova empresa de internet via satélite no Brasil não ocorre de forma irrestrita. O órgão regulador estabeleceu condições específicas para o uso do espectro de rádio, com destaque para a Banda S, uma das faixas mais disputadas do setor de telecomunicações por sua relevância em transmissões de dados e serviços de conectividade.
Na prática, a empresa só poderá operar dentro de faixas determinadas de frequência, sem qualquer tipo de prioridade sobre sistemas já em funcionamento no país. Esse modelo de regulação busca evitar interferências entre diferentes serviços de comunicação e garantir o equilíbrio técnico do ecossistema de telecomunicações, especialmente em um cenário de expansão acelerada das redes via satélite.



