O governo federal colocou em prática um plano nacional de prevenção para impedir a entrada do vírus Ebola no Brasil após o avanço de um novo surto na África e a morte de três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha que atuavam na região afetada.
O Brasil nunca registrou casos de Ebola, mas mesmo assim o Ministério da Saúde decidiu reforçar o monitoramento diante do crescimento das infecções no continente africano.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o atual surto já alcança dez países da África Subsaariana. A República Democrática do Congo concentra a maior parte dos casos, com centenas de notificações suspeitas e mais de 200 mortes ligadas à cepa Bundibugyo do vírus.
Ministério reforça monitoramento, mas descarta fechamento de fronteiras
O Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais prevê medidas de vigilância em aeroportos e acompanhamento de viajantes vindos de áreas consideradas de risco. A orientação é identificar rapidamente possíveis sintomas, isolar pacientes suspeitos e rastrear contatos próximos para evitar qualquer possibilidade de transmissão.
Apesar do alerta internacional, o Ministério da Saúde afirma que o risco de disseminação no Brasil continua baixo. O país não possui voos diretos para as regiões mais afetadas e também não abriga o vetor natural associado à transmissão do vírus em ambientes selvagens.
O Ebola é uma doença grave causada por um vírus que provoca febre alta, dores no corpo, vômitos, diarreia e, nos casos mais severos, hemorragias internas e falência de órgãos. A transmissão ocorre pelo contato com fluidos corporais contaminados.
Especialistas explicam que o atual surto preocupa por envolver uma variante rara do vírus, para a qual ainda não existe vacina aprovada. Além disso, exames iniciais podem falhar na detecção da cepa Bundibugyo, dificultando o diagnóstico rápido.





