Após um diálogo político com Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou para a Europa, onde viveu um novo capítulo de sua agenda internacional — desta vez, de caráter mais mundial.
Nesta segunda-feira (13), Lula foi recebido pelo Papa Leão XIV, no Vaticano, em um encontro marcado por mensagens de fé, justiça social e combate à desigualdade. A reunião com o pontífice acontece poucos dias depois da videoconferência entre o líder brasileiro e o ex-presidente dos Estados Unidos, que tratou de temas econômicos e comerciais.
Do pragmatismo à espiritualidade
Se com Trump a conversa girou em torno de tarifas e acordos bilaterais, com o Papa o foco foi o compromisso humanitário. Segundo Lula, ambos os encontros simbolizam lados diferentes, mas complementares, da diplomacia que ele pretende reforçar: o diálogo com o poder político e o entendimento com a liderança moral global.
Acompanhado da primeira-dama Janja e de ministros de Estado, Lula parabenizou o Papa pelo documento “Dilexi Te”, no qual o pontífice defende que a fé deve caminhar junto ao amor pelos pobres. “Precisamos criar um movimento de indignação contra a desigualdade”, afirmou o presidente brasileiro, elogiando a mensagem papal.
Durante os 30 minutos de conversa, Lula convidou Leão XIV para participar da COP30, em Belém, reforçando o papel do Brasil na pauta ambiental e social. O Papa agradeceu o convite, mas explicou que, por conta do Jubileu da Igreja Católica, não poderá comparecer, embora o Vaticano deva enviar representantes.
Assim, entre um telefonema com Trump e uma audiência com o Papa, Lula encerrou uma semana que uniu poder político e inspiração espiritual — uma combinação que revela o tom plural de sua diplomacia.





