Cerca de 1,8 milhão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda podem receber um valor extra em seus benefícios, desde que concluam a adesão ao acordo de ressarcimento por descontos indevidos. Esse é o número de beneficiários que contestaram cobranças não autorizadas, mas que, até 22 de junho, ainda não haviam recebido os valores de volta.
Até 22 de junho, o INSS contabilizou 6.614.939 contestações de descontos irregulares. Desse total, 4.764.946 beneficiários já receberam a devolução, somando aproximadamente R$ 3,2 bilhões. A diferença representa 1.849.993 contestações que ainda aguardam a conclusão das etapas necessárias para o ressarcimento.
Segundo o instituto, o prazo encerrado no último dia 20 referia-se apenas à contestação dos descontos. Quem registrou a reclamação dentro do período ainda poderá aderir ao acordo de devolução quando a opção estiver disponível em seu processo.
Como funciona o ressarcimento
Após a contestação, a entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem a autorização do segurado. Caso não responda no prazo ou apresente documentação considerada irregular, como assinaturas falsas, o beneficiário poderá aderir ao acordo para receber o valor corrigido em até três dias úteis.
O INSS explica que parte dos casos ainda está em análise, enquanto outros aguardam manifestação das entidades ou dependem apenas da adesão do segurado ao acordo.
A consulta pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS, pela Central 135 ou nas agências dos Correios. A adesão é gratuita e também pode ser realizada por esses canais.
O instituto reforça que não envia mensagens por WhatsApp, SMS ou links solicitando dados pessoais, senhas ou pagamentos. Para indígenas, quilombolas e beneficiários com mais de 80 anos, o ressarcimento ocorre automaticamente na folha de pagamento, sem necessidade de adesão manual.





