Um asteroide identificado como 2025 TF passou a apenas 400 quilômetros da Terra na noite do dia 30 de setembro, em uma das aproximações mais próximas já registradas, segundo informou a Agência Espacial Europeia (ESA). O corpo celeste sobrevoou a região da Antártida, praticamente na mesma altitude da Estação Espacial Internacional (ISS), que orbita o planeta a cerca de 420 km de altura.
De acordo com a ESA, trata-se da segunda passagem mais próxima já documentada de um asteroide em relação à Terra. Apesar da curta distância, os cientistas garantem que não houve risco de colisão.
“Objetos deste tamanho não causam danos à Terra. Caso entrem na atmosfera, podem produzir bolas de fogo e, eventualmente, pequenos meteoritos”, informou a agência em comunicado.
O asteroide, com diâmetro estimado entre 3 e 9 metros, foi detectado pelo Catalina Sky Survey, programa do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA), responsável por monitorar objetos próximos à Terra (NEOs, na sigla em inglês).
Rastreamento de precisão
Após a descoberta, o Escritório de Defesa Planetária da ESA passou a acompanhar o objeto a partir do Observatório Las Cumbres, na Austrália. A agência destacou o grau de precisão técnica da operação, já que rastrear um corpo tão pequeno é uma tarefa extremamente complexa.
“Rastrear um corpo em escala métrica quando sua posição ainda é incerta é um feito impressionante”, afirmou a ESA. “Essa observação permitiu determinar com exatidão a distância e o tempo de aproximação do asteroide.”
Segurança e vigilância
Embora o episódio tenha gerado curiosidade e certa apreensão nas redes sociais, os especialistas reforçam que asteroides desse porte não representam ameaça real. Mesmo em caso de entrada na atmosfera, eles se desintegram antes de atingir o solo.
O evento reforça, no entanto, a importância dos sistemas de vigilância espacial que monitoram milhares de objetos que cruzam a órbita da Terra diariamente. Segundo a ESA, o episódio do 2025 TF serve como um teste bem-sucedido da capacidade global de detecção precoce, essencial para prevenir riscos futuros de impacto.





