O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o atacante, ex-jogador da Seleção Brasileira, a pagar uma indenização de R$ 50 mil à presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Estamos falando de Dudu, ídolo do Verdão, mas que teve uma saída conturbada da equipe em 2024. Meses depois, após ser criticado pela mandatária em uma entrevista, o jogador proferiu xingamentos a ela, o que resultou em uma briga judicial cujo desfecho pesará no bolso do atleta.
Decisão da Justiça
O julgamento foi conduzido pelo juiz Sergio Serrano Nunes Filho, da 11ª Vara Cível do Foro Central, que fez a análise das acusações mútuas de ofensas públicas. O magistrado decidiu que as falas de Dudu “extrapolaram o âmbito da crítica profissional, configurando ofensas pessoais de nítido caráter injurioso, difundidas a número expressivo de pessoas”.
Durante o processo, a defesa do atacante argumentou que ele estava apenas respondendo às críticas feitas por Leila Pereira. Porém, o Judiciário não aceitou a justificativa.

Entenda o que aconteceu
Meses após o Dudu ter saído do Palmeiras rumo ao Cruzeiro, Leila Pereira fez críticas ao jogador e afirmou que ele saiu do clube pelas portas dos funtos. Isso irritou o jogador, que a repondeu por meio das redes sociais proferindo algumas ofensas.
“O caminhão estava pesado e mandaram eu sair pelas portas dos fundos. Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua, sra. Leila Pereira. Me esquece. Vai tomar no c*”, escreveu o atleta em suas redes sociais.
Apesar do ápice reltado acima, o desentendimento entre Leila Pereira e Dudu não surgiu de forma pontual, mas como resultado de uma sequência de movimentações iniciadas ainda em 2024. Naquele período, o atacante chegou a encaminhar uma saída do Palmeiras após um acerto verbal com o Cruzeiro, clube que o revelou. O processo, porém, não se concretizou, após pressão externa envolvendo amigos e integrantes de torcida organizada, o que levou o jogador a recuar da decisão.
Esse primeiro episódio já estabeleceu uma fratura na relação entre as partes. Leila chegou a afirmar, na ocasião, que o ciclo do atleta no clube havia sido encerrado, sinalizando um rompimento iminente. Dudu, por outro lado, contestou a versão e permaneceu no elenco, o que manteve o ambiente em estado de instabilidade e aumentou a tensão entre diretoria e jogador.
Meses depois, o conflito ganhou uma nova camada quando a presidente do Palmeiras voltou a comentar o caso e classificou a situação como um “prejuízo de milhões” para o clube. O argumento se baseou no fato de que uma possível transferência no meio de 2024 poderia ter rendido cerca de R$ 20 milhões aos cofres alviverdes, valor que não se concretizou com a saída posterior do atleta sem compensação financeira.





