Nesta terça-feira (19), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, demonstrou preocupação com a rapidez e a proporção dos avanços de uma epidemia na República Democrática do Congo.
Números recentes indicam que o ebola, já assola o território africano por mais de cinco décadas, já teria provocado 131 mortes e 513 casos suspeitos no território recentemente, o que forçou a OMS a reconhecer a situação como uma emergência internacional de saúde pública.
Conforme divulgado pelo portal Correio do Povo, a província de Ituri, situada no nordeste da RDC, desponta como o epicentro da epidemia. Todavia, casos suspeitos também foram registrados em locais como Butembo, que fica a 200 km de distância, bem como em Uganda e Goma.
E vale destacar que a contaminação não se restringe a cidadãos locais, uma vez que um paciente americano que receberá tratamento especializado na Alemanha também foi infectado com ebola durante uma visita à RDC.
Países como os Estados Unidos reforçaram o cerco a visitantes vindos das áreas de risco. A estratégia combina controles sanitários rigorosos em aeroportos e a restrição imediata na concessão de novos vistos.
OMS avalia opções para lidar com o vírus
É importante destacar que a nova epidemia de ebola está associada à cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico. Diante desse cenário, a OMS informou que avalia alternativas para conter o avanço da doença.
Entre as ações imediatas, as autoridades intensificaram o rastreamento ágil de novos casos e o isolamento de pessoas expostas ao vírus. Paralelamente, campanhas de conscientização têm sido divulgadas para assegurar que a população se atente aos protocolos de segurança.
Enquanto isso, a entidade de saúde acelera a análise de vacinas e terapias experimentais que demonstrem eficácia clínica para frear o avanço epidemiológico no território congolês.





