A trajetória de Mykhailo Mudryk parece saída de um roteiro de cinema. A joia ucraniana, que em 2023 se tornou o jogador mais caro da história do Chelsea, com transferência avaliada em R$ 550 milhões, decidiu trocar os gramados europeus pelas pistas de atletismo, mirando os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Mudryk ganhou destaque no Shakhtar Donetsk, despertando a atenção de gigantes do futebol europeu. Arsenal e Chelsea disputaram seu passe, mas os Blues levaram a melhor, garantindo o extremo de apenas 22 anos.
Um erro no futebol, um acerto no atletismo
Chegando à Premier League, o atacante impressionou pela velocidade, atingindo 36,67 km/h, e trouxe expectativas altíssimas. No entanto, a promessa de estrelato não se concretizou: em três temporadas, marcou apenas 10 gols em 73 partidas e, em 2025, um controle antidopagem positivo encerrou seu contrato com o clube londrino.
Agora, Mudryk busca reescrever sua carreira no atletismo. Treinando com a seleção ucraniana de atletismo sob a orientação de ex-atletas olímpicos, o ucraniano aposta na velocidade que sempre foi seu cartão de visita.
O caminho, porém, é desafiador: precisará atingir os tempos mínimos exigidos pela World Athletics e se destacar nas seletivas nacionais de 2027 para garantir vaga em Los Angeles.
Para muitos, a transição é surpreendente, mas faz sentido para um atleta cujo ponto forte sempre foi a aceleração explosiva. Mudryk, que um dia encantou torcedores em Donetsk e Londres, agora sonha em cruzar a linha de chegada da pista como um velocista olímpico, deixando para trás os gramados.
Se a Premier League não revelou o astro que todos esperavam, a pista de atletismo pode ser o palco perfeito para a redenção de Mudryk, transformando uma carreira marcada por altos e baixos em uma nova história de superação e velocidade.





