Donald Trump anunciou no último dia 29 a intenção de aplicar uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora dos Estados Unidos. O anúncio foi feito em sua plataforma Truth Social, com o objetivo de reverter o que considera uma desaceleração da indústria cinematográfica norte-americana diante de países que oferecem incentivos fiscais mais atraentes.
Este plano de Trump faz parte de suas políticas protecionistas desde que reassumiu a presidência em 2025. O presidente dos EUA argumenta que a indústria de cinema do país, especialmente a da Califórnia, está sendo prejudicada. A proposta impactaria diretamente a exibição e distribuição de filmes estrangeiros nos Estados Unidos.
O filme “Vingadores: Doomsday” pode ser prejudicado. As gravações já começaram no Reino Unido. Possíveis taxações podem prejudicar a arrecadação da obra. O filme conta com a direção dos irmãos Anthony e Joe Russo (Ultimato), e roteiro de Michael Waldron (Loki) e Stephen McFreely (Ultimato). A estreia ficou para 18 de dezembro de 2026 no Brasil.
Consequências para Hollywood
A implementação da tarifa traz significativas incertezas para Hollywood e para o cinema global. Filmes americanos estão altamente dependentes das bilheteiras internacionais, com muitos arrecadando receitas consideráveis fora dos Estados Unidos.
As coproduções internacionais são comuns, principalmente na Europa e Ásia, onde estúdios dividem financiamento e recursos.
A falta de clareza sobre a aplicação gera dúvidas legais. Trump planeja impor a tarifa nos serviços ligados a acordos globais, mas especialistas questionam sua capacidade de implementar uma taxa tão alta devido às complexidades e possíveis violações comerciais.
Impactos internacionais
Trump afirmou que sua medida visa proteger a indústria dos Estados Unidos, o que pode desencadear retaliações comerciais. Países como o Brasil, que têm filmes exibidos nos EUA, podem sentir os efeitos dessas políticas, limitando seu alcance internacional.
A decisão se alinha a outras ações protecionistas que Trump implementou, mirando em diversos setores econômicos. A estratégia busca incentivar a produção doméstica, na tentativa de que setores como o cinema prosperem internamente.





