O estudante Diogo Marques viveu momentos de desespero após uma noite entre amigos em São Paulo. Horas depois de consumir gin com energético, acordou sem conseguir enxergar nada. “Acordei, abri os olhos e estava tudo preto, com uma dor de cabeça muito forte”, contou em entrevista ao Fantástico.
Exames confirmaram a presença de metanol em seu sangue, substância altamente tóxica usada na indústria. Diogo ficou internado por três dias, mas sobreviveu. Já seu amigo Rafael está internado em estado grave há quase um mês e permanece em coma, com quadro considerado irreversível pelos médicos.
De acordo com a Vigilância Sanitária de São Paulo e o Centro de Investigação Toxicológica da Unicamp, pelo menos 16 casos de intoxicação por metanol estão sob investigação no estado. Seis foram confirmados e dois já resultaram em morte.
O metanol, quando ingerido, se transforma em compostos que atacam fígado, rins, cérebro e nervo óptico. Os sintomas incluem alterações visuais, dores de cabeça fortes, náuseas, convulsões e risco de cegueira ou morte. Médicos alertam que buscar atendimento imediato é fundamental em qualquer suspeita de intoxicação.
As bebidas adulteradas foram compradas em adegas conhecidas e já estão sendo periciadas pela polícia. O governo federal emitiu alerta para que bares e estabelecimentos reforcem a fiscalização, enquanto a população deve evitar produtos sem procedência, sem rótulo ou selo fiscal.
“É um crime o que estão fazendo. Hoje é meu filho, amanhã não sei quem pode ser”, desabafou Helena, mãe de uma das vítimas.





