Imagine embarcar em uma barca e ser reconhecido em segundos, sem precisar mostrar documento ou cartão a outra pessoa. Essa cena, que parece saída de um filme futurista, já começou a se tornar realidade no Rio de Janeiro.
Um novo sistema de biometria facial entrou em funcionamento e será obrigatório para quem utiliza o Bilhete Único Intermunicipal (BUI) ou gratuidades. A medida promete mudar a rotina dos passageiros e também reforçar a segurança contra fraudes.
Como vai funcionar a biometria facial nas barcas
A primeira estação a receber os aparelhos é a da Praça XV, mas o plano é expandir a tecnologia para todas as estações do transporte aquaviário no estado. O objetivo é verificar se o usuário que embarca é, de fato, o titular do cartão, evitando empréstimos ou usos indevidos. A iniciativa segue o que já acontece em outros modais, como vans intermunicipais, onde o sistema se mostrou eficaz.
Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), somente em 2024, mais de 2,5 milhões de tentativas de fraude foram identificadas com o auxílio da biometria facial em diferentes transportes do estado. Isso resultou no cancelamento de 85 mil cartões usados de forma irregular e evitou um prejuízo estimado em R$ 1,7 milhão.
Vale lembrar que o BUI é pessoal e intransferível: não pode ser emprestado, negociado ou vendido. Funcionários que utilizam vale-transporte concedido por empresas podem até ser demitidos por justa causa e responder criminalmente caso outra pessoa use seu benefício.
Para os passageiros, o processo será automático. Quem já possui cadastro no Bilhete Único ou gratuidade será identificado pelo sistema sem necessidade de novos registros. Já quem paga a passagem normalmente, sem benefícios, não precisará passar pela checagem da biometria facial.





