Mensagens que circulam nas redes sociais afirmam que o Bolsa Família deixará de ser pago a estrangeiros a partir de 2026. As publicações, muitas vezes acompanhadas de números alarmantes, sugerem que o governo teria decidido encerrar esses repasses.
Atualmente, estrangeiros que vivem legalmente no Brasil podem, sim, receber o Bolsa Família. A legislação não exige nacionalidade brasileira, mas sim residência regular no país, inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) e enquadramento nos critérios de renda do programa.
O que dizem as regras atuais
Em 2024, o governo federal destinou cerca de R$ 1,5 bilhão do Bolsa Família a famílias formadas por pessoas nascidas fora do Brasil. Esse grupo representa aproximadamente 188 mil famílias, somando mais de 400 mil beneficiários. A maioria é formada por migrantes venezuelanos, concentrados principalmente na região Norte.
Apesar dos números chamarem atenção, especialistas explicam que esse acesso não é irregular. O programa foi desenhado para atender famílias em situação de vulnerabilidade, independentemente da nacionalidade, desde que a permanência no país seja legalizada.
Até o momento, não existe nenhuma lei aprovada que determine o fim do Bolsa Família para estrangeiros em 2026. O que há são propostas em tramitação no Congresso que sugerem mudanças, como a exigência de tempo mínimo de residência no Brasil ou restrição a cidadãos brasileiros. No entanto, esses projetos ainda não viraram regra.
Outro ponto importante: o governo realiza revisões constantes nos cadastros. Isso significa que benefícios podem ser suspensos ou cancelados quando há irregularidades, aumento de renda ou dados inconsistentes — e isso vale tanto para brasileiros quanto para estrangeiros.
A informação de que o Bolsa Família será cortado de estrangeiros em 2026 é falsa. Qualquer mudança real só pode ocorrer se houver alteração na lei, o que, até agora, não aconteceu.





