O chocolate Sonho de Valsa, conhecido nacionalmente há 87 anos, agora é classificado como wafer, não mais como bombom. A Mondelēz, fabricante do Sonho de Valsa pela Lacta, implementou a mudança em 2022 para reduzir impostos.
Desde então, a marca evita uma taxa de 5% de IPI ao ser classificada como wafer, mantendo isenção tributária. O objetivo da alteração é impactar positivamente os custos operacionais da empresa. A venda como bombom foi interrompida, sendo agora vendido com wafer.
Detalhes da mudança
Essa reclassificação envolveu adaptações na embalagem, mas a composição do doce não mudou. O produto continua com o tradicional recheio de castanha de caju, casquinha de wafer e cobertura de chocolate meio amargo e ao leite.
As alterações permitiram que o Sonho de Valsa fosse colocado na categoria de produto de padaria e confeitaria, tornando-se isento de IPI.
Casos semelhantes na indústria
Diversas empresas adotam estratégias semelhantes para reduzir tributos. Em 2021, a Chocolates Garoto reclassificou o bombom Serenata de Amor como wafer, também visando menor carga tributária.
Além disso, o McDonald’s alterou a classificação de seus sorvetes para bebida láctea em 2015, beneficiando-se de alíquota reduzida de PIS/Cofins – ações que ilustram como o sistema tributário complexo do Brasil traz oportunidades de otimização fiscal.
Para o consumidor, a degustação do Sonho de Valsa continua idêntica. Apesar da reclassificação, a experiência gustativa mantém-se inalterada, assegura a Mondelēz. A iniciativa tem como foco principal a gestão financeira, buscando melhorias sem modificar o produto em sua essência.





