A erosão avança rapidamente na Ilha do Cardoso, localizada em Cananéia, litoral paulista. Em fevereiro de 2026, a Justiça de São Paulo ordenou que a Fundação Florestal e o Estado apresentassem um plano emergencial em dez dias para conter o fenômeno.
Este avanço ameaça cerca de 400 moradores, divididos entre comunidades caiçaras e aldeias indígenas, podendo dividir a ilha novamente como ocorreu em 2018.

A erosão na ilha é resultado de fatores naturais e das mudanças climáticas, com o aumento do nível do mar contribuindo para o problema. Em 2018, um canal de 170 metros de largura já dividiu a ilha, isolando comunidades locais. O novo plano visa mitigar esses riscos, protegendo tanto o ambiente quanto a população.
Impactos imediatos
A situação é crítica no trecho do Melão, onde o risco de rompimento é alto. A Ilha do Cardoso, parte do Parque Estadual homônimo, abriga importantes espécies ameaçadas e é uma das maiores áreas de floresta primária do estado.
A decisão judicial exige soluções que respeitem a ecologia local para evitar danos adicionais à biodiversidade. A realocação de comunidades já foi necessária em 2018 devido à erosão, ressaltando a urgência de intervenção.
Parque estadual
Com uma rica biodiversidade, o Parque Estadual Ilha do Cardoso é um pilar de conservação ambiental. O local abriga espécies ameaçadas.
A contínua erosão ameaça alterar drasticamente este habitat, exigindo atenção especial para garantir a preservação das espécies e do ecossistema. Os núcleos de visitação, como Perequê e Marujá, só são acessíveis por barco.
A decisão de fevereiro de 2026 destaca a necessidade de ações preventivas coordenadas.





