A conta de luz pode pesar ainda mais no bolso dos brasileiros nos próximos meses. Em Santa Catarina, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs um reajuste médio de 11,77% nas tarifas da Celesc Distribuição, índice que pode entrar em vigor a partir de 22 de agosto de 2026 caso seja aprovado após consulta pública.
A proposta faz parte da Revisão Tarifária Periódica da concessionária e atinge diretamente cerca de 3,56 milhões de unidades consumidoras no estado. O aumento previsto para residências é de 9,36%, enquanto indústrias e grandes empresas, ligadas em alta tensão, poderão enfrentar reajustes ainda mais expressivos, chegando a 16,91%.
O que pode deixar a conta de luz mais cara
Segundo a Aneel, o principal motivo para a alta está na inclusão de componentes financeiros que serão compensados nas tarifas ao longo dos próximos 12 meses. Sozinho, esse fator representa impacto de 9,01% no reajuste médio proposto.
Também entram na conta os custos com compra de energia, transmissão, encargos setoriais e despesas operacionais da distribuidora. Esses itens adicionam mais 3,59% ao cálculo tarifário. Entre os custos que mais pressionaram a revisão aparecem os encargos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para financiar políticas do setor elétrico.
Apesar disso, a retirada de cobranças financeiras aplicadas em ciclos anteriores ajudou a reduzir parte do impacto, diminuindo o índice final em 0,82 ponto percentual.
A proposta ainda será discutida em consulta pública entre 28 de maio e 13 de julho. A audiência presencial está marcada para 18 de junho, em Florianópolis.
Caso o reajuste seja confirmado, consumidores catarinenses deverão reorganizar o orçamento para enfrentar uma das maiores altas recentes na tarifa de energia elétrica do estado.





