No sábado (23), a partida entre Flamengo e Palmeiras terminou com vitória do Alviverde Paulista por 3 a 0 e um lance polêmico que resultou em reclamação do lado do Rubro-Negro carioca: a expulsão do atacante Carrascal após acertar o pé no rosto do zagueiro Murilo, aos 21 minutos do primeiro tempo. Diante do descontentamento do time do Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu revelar os bastidores e expor o que realmente aconteceu na análise do VAR para determinar o cartão vermelho para o jogador.
Na madrugada de domingo (24), a CBF divulgou o áudio do VAR. Vale destacar que a partida estava sendo apitada por Davi de Oliveira Lacerda, e o árbitro de vídeo foi comandado por Caio Max Augusto Vieira, que recomendou manter a expulsão do atleta flamenguista.
“Ele joga a bola e depois acerta com a sola da chuteira o peito e o rosto do adversário, que é uma zona sensível. Assume o risco. Segue sua decisão de campo. Apesar de ele atingir a bola, ele acaba acertando no peito e no rosto do adversário com a chuteira, colocando em risco sua integridade. Segue sua decisão de campo. A força também com que ele vem de encontro acerta o rosto do adversário”, disse Caio Max no VAR.
Reclamação do lado do Flamengo
Em coletiva de imprensa pós-jogo, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, discordou veementemente do cartão vermelho dado a Carrascal. “Há uma coisa que é o jogo agressivo, e uma coisa que é o pé alto. Acredito que foi mais pé alto do que jogo agressivo. Pé alto normalmente é cartão amarelo. No ano passado, vi um Internacional x Palmeiras com pé alto do Palmeiras, e o árbitro não expulsou. Mas acho que é muito fácil dar cartões vermelhos ao Flamengo. Um jogo em que o árbitro optou por um nível de agressividade alto, o Jorginho levou uma porrada aos 30 segundos, e o árbitro não disse nada, mandou jogar”, disse.
“O pé alto é uma coisa que não leva para agressão, não é? O jogador tenta dominar, o outro jogador está a um metro e meio dele e joga-se para cima dele para tentar bloquear, como foi o lance do segundo gol. O Varela tenta tirar de bicicleta, o jogador foi lá com o peito, ganhou e acabou por fazer o gol. O lance é semelhante. Eu acho que não foi situação de agressão”, completou Leonardo.





