O governo federal lançou, nesta segunda-feira (4/05), uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, conhecida como “Novo Desenrola Brasil”, com a promessa de aliviar o bolso de milhões de brasileiros. A iniciativa permite descontos que podem chegar a até 90% do valor devido, além de oferecer condições facilitadas de pagamento e juros mais baixos.
A medida surge em um cenário de alto endividamento das famílias e tem como foco principal pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A expectativa é renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas, abrangendo diferentes perfis de devedores, desde consumidores comuns até pequenos empreendedores e estudantes.
Como funciona e quem pode participar
O programa é voltado para quem possui dívidas em atraso, especialmente aquelas ligadas ao consumo. Entre os débitos que podem ser renegociados estão cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e financiamentos estudantis, como o Fies.
Na prática, o consumidor poderá procurar diretamente o banco ou acessar a plataforma digital do programa para verificar quais dívidas estão disponíveis para negociação. As condições variam conforme o tipo de débito e o tempo de atraso, mas incluem descontos expressivos e juros limitados a cerca de 2% ao mês.
Uma das novidades é a possibilidade de usar parte do saldo do FGTS para quitar dívidas. O limite é de até 20% do valor disponível na conta, ou até R$ 1 mil — o que for maior. Nesse caso, o dinheiro será transferido diretamente para a instituição financeira, garantindo que seja usado exclusivamente para o pagamento.
Além disso, quem aderir ao programa poderá ter o nome limpo mais rapidamente e voltar a ter acesso ao crédito.
Com duração prevista de 90 dias, o Novo Desenrola também inclui modalidades específicas para empresas, agricultores e beneficiários de programas estudantis, ampliando o alcance da política.




