Motivada pela crescente transição para os motores híbridos e pelo interesse de expandir seu nome no mercado, a fabricante chinesa BYD estaria estudando a possibilidade de ingressar no automobilismo, passando a integrar a Fórmula 1.
A informação foi confirmada pelo portal Bloomberg, que relatou que a empresa pode tanto fundar uma equipe própria quanto adquirir uma escuderia do grid atual, semelhante ao que fez a Audi, que adquiriu a Sauber para participar da categoria.
Vale destacar que a possibilidade da BYD ingressar na Fórmula 1 foi exaltada por Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo que, em entrevista ao jornal francês Le Figaro, ressaltou que este seria seu sonho.
De acordo com ele, a chegada de uma montadora chinesa fortaleceria a presença de grandes países na modalidade. E caso a BYD decida seguir com o plano, Sulayem afirmou que já há até mesmo uma sugestão de piloto para representar a empresa nas pistas.
É relevante lembrar que a Fórmula 1 conquistou grande popularidade na China ao longo das últimas décadas. Nesse contexto, a eventual entrada da BYD na categoria poderia contribuir para intensificar a aproximação do público chinês com a categoria.
Decisão sobre a entrada da BYD no automobilismo está cercada de dúvidas
Mesmo com todos os benefícios que a entrada na Fórmula 1 podem apresentar, o Bloomberg informou que a BYD ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a possibilidade, havendo até mesmo o risco de desistir da negociação.
Isso porque além de contar com uma burocracia excessiva, demandando longos períodos de negociação, o ingresso na categoria ainda exige um investimento alto, podendo custar cerca de US$ 500 milhões por temporada.
No mês passado, a BYD sofreu uma queda de 41% no número de emplacamentos, sendo este o pior resultado de vendas dos últimos seis anos. E caso a situação não melhore, é provável que os planos da Fórmula 1 sejam deixados de lado.





