A gigante automotiva BYD está enfrentando uma crise sem precedentes em 2026. Recentemente, a empresa registrou uma significativa queda nas vendas globais, com uma redução de 30,1% em janeiro, totalizando 210.051 unidades.
Em fevereiro, a baixa foi ainda mais acentuada, atingindo 41,09% em relação ao mesmo mês de 2025, com 190.190 unidades vendidas. O cenário preocupa a indústria automotiva chinesa, que sofre com a demanda enfraquecida, excesso de oferta e cortes nos incentivos governamentais. Essa situação inédita coloca em xeque o crescimento contínuo registrado nos últimos anos.
A BYD, conhecida por sua inovação em veículos elétricos, vê suas margens de lucro ameaçadas. O mercado doméstico em retração força a companhia a buscar novas estratégias para se manter competitiva.
Conforme dados de janeiro de 2026, o mercado de veículos de passageiros na China viu a comercialização de 1,973 milhão de unidades no atacado, uma diminuição de 6,2% em relação ao ano anterior. Com esse quadro, a margem de lucro permaneceu em 4,1%, a menor em anos.
Estratégias de expansão
Diante do desaquecimento interno, a BYD aposta na expansão internacional. Atualmente, a empresa exporta para mais de cem países, incluindo Tailândia, Brasil e Hungria. Em dezembro de 2025, as vendas internacionais alcançaram 133.172 unidades, um aumento de 133,01% em comparação ao ano anterior.
A estratégia busca compensar o declínio interno e é vista como vital para a sobrevivência da empresa até o final de 2026.
Reestruturação do mercado
A reestruturação da indústria automotiva chinesa é iminente. Estima-se que várias fábricas possam fechar, enquanto apenas os fabricantes mais robustos, como a BYD — que tem forte investimento em pesquisa e desenvolvimento —, poderão prosperar.
A empresa já antecipou sua estratégia de reequilibrar as vendas internas com as externas, prevendo que até o final de 2026 esse equilíbrio sustentará seu crescimento.





