O mercado das chamadas canetas emagrecedoras passou por uma mudança importante no Brasil. O Mounjaro, medicamento que ganhou destaque nos últimos anos por seus resultados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, teve uma redução significativa de preço por meio de novas condições comerciais anunciadas pela fabricante Eli Lilly.
Redução pode chegar a milhares de reais
A nova estratégia da farmacêutica envolve a oferta de combinações de tratamento dentro do programa de benefícios da empresa. Dependendo da dosagem utilizada pelo paciente, a economia pode ultrapassar R$ 2,6 mil em comparação aos valores praticados anteriormente. A iniciativa contempla tanto quem está iniciando o tratamento quanto aqueles que já se encontram em fases mais avançadas de utilização do medicamento.
Vale destacar que o pacote inicial (2,5 mg + 5 mg) cai de aproximadamente R$ 3.350 para R$ 2.250. Já o ajuste de dose (7,5 mg) fica por R$ 3.998, o que significa um desconto de R$ 1.600. Por último, o ajuste avançado, de 10 mg, fica por R$ 4.598 o que resulta na redução de R$ 2.600.
O movimento chama atenção porque o Mounjaro é considerado um dos medicamentos mais procurados da nova geração de tratamentos voltados ao controle de peso. Seu princípio ativo é a tirzepatida, substância que atua em mecanismos hormonais relacionados à saciedade e ao controle glicêmico.
Mudança aumenta a concorrência entre as canetas emagrecedoras
A redução de preços ocorre em um momento de forte expansão desse mercado. Nos últimos anos, medicamentos voltados ao emagrecimento passaram a ocupar espaço cada vez maior nas consultas médicas e no interesse dos consumidores.
Até então, um dos principais obstáculos para a ampliação do uso desses tratamentos era justamente o custo. Dependendo da dose prescrita, o tratamento mensal podia ultrapassar facilmente alguns milhares de reais, limitando o acesso a uma parcela menor da população.
Com a nova política comercial, o Mounjaro se torna mais competitivo em relação a outras alternativas disponíveis no país, aumentando a pressão concorrencial dentro do segmento.
A fabricação de canetas nacionais
A queda nos preços não está relacionada apenas às estratégias comerciais das grandes farmacêuticas. O mercado brasileiro também começou a passar por uma transformação estrutural com a entrada de fabricantes nacionais no segmento das canetas emagrecedoras.
A primeira empresa a aproveitar esse novo cenário foi a EMS, que recebeu autorização para comercializar o Ozivy. O medicamento chegou ao mercado com preços significativamente inferiores aos praticados por parte dos concorrentes, com unidades a partir de aproximadamente R$ 452. Além disso, o plano de tratamento divulgado pela fabricante prevê um custo total de cerca de R$ 863 para três meses de uso, o que reduz a despesa média mensal para pouco mais de R$ 280 por paciente.
A movimentação também estimulou outras empresas a entrarem na disputa. A Eurofarma lançou produtos à base de semaglutida e anunciou valores entre R$ 399 e R$ 599 nas dosagens iniciais. Na prática, a chegada dos laboratórios nacionais cria um ambiente de maior competição, fator que tende a pressionar os preços para baixo e ampliar o acesso aos tratamentos nos próximos meses.





