A Finlândia está prestes a abrir, até 2027, o primeiro cemitério de resíduos nucleares do mundo. Localizado em Onkalo, na ilha de Olkiluoto, esse depósito geológico marca um avanço substancial na gestão de resíduos nucleares do país. A medida visa atender ao desafio crescente de armazenar estes resíduos de forma segura, à medida que o uso da energia nuclear se expande.
Iniciada em 2004 pela Posiva, uma empresa especializada na gestão desses resíduos, a construção do depósito envolve um investimento significativo, de cerca de R$ 5,82 bilhões.
Os resíduos nucleares serão armazenados a 433 metros de profundidade em uma rocha de 1,9 bilhão de anos. O cemitério está projetado para manter os resíduos radioativos seguros por até 100 mil anos, utilizando técnicas de armazenamento que incluem a vedação em recipientes de cobre e barreiras de argila bentonítica e concreto armado.
Soluções inovadoras para desafios antigos
O Onkalo é destinado exclusivamente ao armazenamento de resíduos nucleares gerados na Finlândia. O projeto incorpora tecnologias de ponta para garantir a durabilidade e segurança, mesmo em eventos extremos como terremotos.
Estudos de risco confirmam que o local é geologicamente estável e adequado para o propósito, inspirando outras nações que acompanham o projeto de perto.
Apesar dos avanços, críticas persistem sobre a durabilidade a longo prazo dos recipientes de armazenamento. No entanto, a aplicação de argila bentonítica, conhecida pelas suas propriedades de vedação, e concreto armado oferece uma proteção adicional contra a degradação ambiental.
A iniciativa finlandesa tem servido como um modelo para outros países europeus, como Suécia e França, que estão em fases preliminares de projetos semelhantes.





