Curitiba viveu um fim de tarde incomum nesta terça-feira (16). O céu da capital paranaense ganhou tons intensos de rosa e vermelho, criando um cenário que chamou a atenção de moradores e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. As imagens, registradas pelo jornalista João Frigério, renderam comparações com a série Stranger Things.
O fenômeno foi observado principalmente durante o entardecer, quando a coloração do céu se tornou mais vibrante do que o habitual, transformando a paisagem urbana em um verdadeiro espetáculo visual.
Fenômeno já foi visto em outras regiões do Brasil
Situações semelhantes já haviam sido registradas em outras partes do país. Em janeiro de 2022, cidades do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso presenciaram um céu com coloração atípica. Na ocasião, o fenômeno foi associado à erupção de um vulcão submarino em Tonga, no Oceano Pacífico, que lançou partículas de sulfato na atmosfera, alterando a forma como a luz solar se espalhava.
No caso de Curitiba, no entanto, especialistas apontam que as causas são diferentes e não têm relação com atividade vulcânica.
O que causou o céu rosado em Curitiba?
O efeito visual registrado na capital paranaense está ligado principalmente à dispersão da luz solar na atmosfera, um processo físico que ocorre com maior intensidade no nascer e no pôr do sol.
Nesse período do dia, a luz do Sol atravessa uma camada mais espessa da atmosfera terrestre. Com isso, os comprimentos de onda menores, como o azul, se dispersam com mais facilidade, enquanto os comprimentos maiores, como o vermelho e o rosa, permanecem visíveis, criando tons mais intensos no céu.
Além disso, fatores como poluição, poeira e aerossóis atmosféricos podem potencializar o fenômeno, ao refratar e espalhar ainda mais a luz, intensificando a coloração avermelhada.
Espetáculo natural, sem riscos
Apesar do impacto visual, o fenômeno não representa risco à população. Trata-se de uma combinação natural de condições atmosféricas, posição do Sol e partículas suspensas no ar, algo que pode ocorrer ocasionalmente, sobretudo em grandes centros urbanos.
O episódio reforça como fenômenos naturais, mesmo comuns do ponto de vista científico, continuam capazes de surpreender e transformar o cotidiano das cidades em cenários dignos de ficção científica.





