A Justiça de Santa Catarina ordenou que a Associação Chapecoense de Futebol pague R$ 450 mil aos familiares do jornalista Giovane Klein Victoria. A decisão, proferida pela 2ª Vara Cível de Chapecó, responsabiliza o clube pelas falhas operacionais que resultaram na tragédia aérea do voo LaMia 2933, ocorrido em 28 de novembro de 2016.
A tragédia aconteceu na Colômbia, quando a aeronave transportava a equipe da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana.
O acidente causou a morte de 71 das 77 pessoas a bordo, incluindo jogadores, jornalistas e convidados. Entre as vítimas, estava Giovane Klein Victoria, cujo processo de indenização destaca as falhas no planejamento do voo, incluindo a escolha da companhia aérea LaMia. A sentença destacou que a decisão de contratar a empresa priorizou o menor custo em detrimento da segurança.
Justificativas para a indenização
A indenização foi estabelecida com base na responsabilidade civil objetiva do clube. A Chapecoense, ao contratar a LaMia, tornou-se partícipe do transporte aéreo.
O valor de R$ 450 mil foi dividido entre a companheira e os pais de Giovane.
Falhas críticas no voo
Investigações técnicas e o Ministério Público Federal identificaram a falta de combustível como uma falha crucial. O relatório revelou que a aeronave decolou sem combustível suficiente para atender aos protocolos de segurança, acarretando em sua queda.
A negligência em relação à segurança foi destacada como um fator determinante para o acidente.
Em 19 de maio de 2026, a decisão judicial reforçou a responsabilidade da Chapecoense na escolha da empresa aérea. A sentença permite que a Chapecoense recorra, permanecendo o clube em silêncio sobre futuros passos no litígio.





