O reajuste salarial dos professores, aprovado nesta terça-feira (19) pela comissão mista do Congresso Nacional, trará mudanças concretas para os docentes da educação básica em 2026. A Medida Provisória 1334/26 estabelece um aumento de 5,4% no piso salarial, elevando-o para R$ 5.130,63 por mês para uma carga horária de 40 horas semanais.
A decisão aconteceu em Brasília e visa ajustar os vencimentos à inflação, garantindo a manutenção do poder de compra dos profissionais. O piso salarial funciona como uma espécie de “salário mínimo”, ou seja, não se pode ganhar abaixo do valor estabelecido.
Para que o reajuste entre em vigor, ainda é necessário que os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sancionem a medida até 1º de junho de 2026. Caso contrário, a proposta perderá validade.
O cálculo do novo piso considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a média da variação da receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) nos últimos cinco anos, assegurando a correção de acordo com a economia.
Detalhes do reajuste
Esse reajuste surge como uma importante revisão para preservar o salário real dos professores. A metodologia envolve o INPC do ano anterior e 50% da média da variação do Fundeb.
O Ministério da Educação é responsável pela divulgação dos dados que comprovam o ajuste, tornando o processo mais transparente e acessível. Isso reforça o compromisso governamental com a valorização dos profissionais do ensino.
Efeitos no cenário educacional
Professores veem nesse aumento um reconhecimento. A mudança pode atrair novos talentos e manter os atuais, abordando o desafio recorrente de retenção no setor.
Contudo, estados e municípios precisam adequar orçamentos para incorporar o novo piso, considerando a dependência das receitas do Fundeb e das complementações da União.





