De acordo com dados do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), há dois países no continente que mais vêm barrando a entrada de brasileiros: Portugal e Irlanda. Segundo o órgão, das 2.910 pessoas do Brasil impedidas de entrar em aeroportos da Europa em 2025, muitas vezes portando o passaporte válido, 750 foram retidas no país lusitano e 725 no irlandês. Ou seja, as duas nações concentram pouco mais da metade do número total, o que pode indicar aos cidadãos de nossa pátria uma menor receptividade por parte desses governos.
Vale destacar que, em relação ao total de barrados pelos escritórios de imigração da União Europeia (UE), a maioria sequer passou dos terminais do bloco. Os fiscais aeroportuários europeus impediram a passagem dessas pessoas já no desembarque dos voos.
O Brasil é o 12º país com mais cidadãos barrados na Europa. Vale ressaltar também que as autoridades do bloco ainda realizaram a expulsão de 3.050 brasileiros.
Motivos
Não há um dado específico em relação aos motivos pelos quais Portugal e Irlanda lideram as recusas a brasileiros. No entanto, em um aspecto geral, o relatório da Eurostat mostra que, na maioria dos casos de recusa na Europa, a justificativa foi referente ao motivo da viagem. Sob esse argumento, 1.085 brasileiros foram impedidos de entrar.
Por outro lado, 645 brasileiros foram barrados porque estavam com vistos e documentos de residência falsificados. Os demais cidadãos não puderam entrar nos territórios por falta de meios financeiros para subsistência ou pela utilização de passaportes vencidos.
Controle migratório na Europa
Devido ao endurecimento das leis locais em relação à migração em países europeus, houve um aumento de 21,1% na repressão contra imigrantes sem documentos. Quem lidera o ranking é a Alemanha, com 23,4% das detenções, seguida pela França. Em relação às fronteiras terrestres externas do bloco, as nações que mais realizaram bloqueios foram Polônia, Croácia e Romênia.
Na lista geral de rejeições da UE, quem ficou em primeiro lugar foi a Ucrânia, tendo 130 mil cidadãos barrados por conta do prolongamento da guerra com a Rússia. Na sequência, em relação às deportações definitivas, estão os imigrantes turcos, georgianos e sírios.





