Se você é cliente da Claro, saiba que a operadora divulgou um movimento que pode impactar diretamente o mercado de internet no Brasil nos próximos anos. A operadora, de propriedade da mexicana América Móvil, confirmou uma operação bilionária para ampliar sua presença no setor de banda larga, em uma estratégia que reforça a disputa entre as gigantes das telecomunicações.
A companhia anunciou a compra de 73% da provedora Desktop, empresa com forte atuação em internet fibra óptica no interior de São Paulo. O valor-base da negociação gira em torno de R$ 2,4 bilhões, embora a operação total avalie a empresa em aproximadamente R$ 4 bilhões.
O comunicado divulgado pela empresa explica que o valor de R$ 2,4 bilhões considera o desconto da dívida líquida da Desktop. Já o valuation total da companhia foi estimado em R$ 4 bilhões.
Segundo os documentos apresentados ao mercado, a Claro irá pagar cerca de R$ 20,82 por ação da provedora. O movimento ainda depende de aprovação de órgãos reguladores, entre eles a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O que muda para os clientes da Claro
Embora o anúncio tenha forte impacto financeiro, a tendência é que os efeitos mais perceptíveis apareçam gradualmente no serviço de internet fixa da companhia.
Isso porque a aquisição amplia a capacidade operacional da Claro no segmento de fibra óptica, considerado atualmente um dos mais estratégicos das telecomunicações. A empresa, por exemplo, passará a ter uma participação acima de 20% no mercado de fibra óptica em nível nacional.
O consumo crescente de streaming, jogos online, trabalho remoto e inteligência artificial elevou a demanda por conexões mais rápidas e estáveis.
Nesse contexto, empresas do setor passaram a disputar infraestrutura regional de maneira agressiva. O objetivo não é apenas aumentar o número de assinantes, mas também melhorar densidade de cobertura e reduzir perda de clientes para concorrentes menores.
Analistas do mercado apontam que a negociação também pode acelerar uma nova fase de consolidação entre operadoras e provedores independentes no Brasil.





