O CEO da Apple, Tim Cook, admitiu uma crescente crise dentro da empresa devido a crescente escassez de memória, que pode afetar diretamente a produção e o preço de smartphones e computadores nos próximos meses.
A declaração foi dada durante a divulgação dos resultados trimestrais da empresa e reflete uma pressão global causada, principalmente, pelo avanço da inteligência artificial.
Escassez de memória pressiona indústria e pode afetar consumidores
Segundo Cook, há uma disputa cada vez maior por componentes de memória — peças essenciais para o funcionamento de celulares, notebooks e servidores. O motivo é o crescimento acelerado da demanda por infraestrutura de IA, que consome grandes volumes desses chips em data centers ao redor do mundo.
Com isso, sobra menos oferta para dispositivos de uso cotidiano. Empresas como Samsung, Micron e SK Hynix já trabalham para ampliar a produção, mas o cenário ainda é de pressão sobre preços e disponibilidade.
Para o consumidor, o impacto pode aparecer de forma gradual. A tendência é que fabricantes passem a lidar com custos mais altos de produção, o que pode resultar em menos promoções, redução de estoques ou até mudanças nas configurações dos aparelhos, como menor capacidade de memória em modelos de entrada.
Além disso, pode haver atraso no lançamento de novos dispositivos ou priorização de modelos mais caros, que garantem maior margem de lucro às empresas.
Isso pode deixar celulares mais caros?
A resposta curta é: sim, existe esse risco. Com componentes mais caros e escassos, parte desse aumento tende a ser repassada ao consumidor final. O mercado já observa essa pressão e acompanha de perto como empresas como Apple e Dell vão absorver — ou repassar — esses custos.
Especialistas avaliam que, se a demanda por IA continuar crescendo no ritmo atual, o impacto pode se prolongar, afetando toda a cadeia global de tecnologia.





