A aproximação de um novo ciclo do El Niño já mobiliza meteorologistas e autoridades brasileiras. As projeções climáticas mais recentes indicam que o fenômeno deve começar a se consolidar a partir de junho e ganhar força até a primavera, aumentando o risco de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos, principalmente na região Sul do país.
Os dados divulgados pelo Centro de Previsões Climáticas da NOAA, agência meteorológica dos Estados Unidos, mostram um aquecimento gradual das águas do Oceano Pacífico Equatorial — principal sinal da formação do fenômeno climático.
Em estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, especialistas já monitoram possíveis impactos semelhantes aos registrados em anos anteriores, marcados por alagamentos severos e prejuízos urbanos.
Fenômeno pode provocar chuvas acima da média
O El Niño altera a circulação atmosférica global e costuma intensificar os volumes de chuva no Sul do Brasil. Segundo modelos climáticos, o fenômeno deve atuar inicialmente com intensidade fraca a moderada durante o inverno, mas pode alcançar níveis fortes no segundo semestre de 2026.
A preocupação cresce porque a primavera já é, historicamente, um período de maior instabilidade climática em Santa Catarina. Com o reforço do El Niño, aumenta a possibilidade de temporais frequentes, elevação rápida dos rios e ocorrências de deslizamentos de terra em áreas vulneráveis.
Especialistas alertam que os impactos não acontecem de forma uniforme. Algumas cidades podem enfrentar acumulados extremos de chuva enquanto municípios vizinhos registram efeitos menos severos. Regiões como o Vale do Itajaí seguem entre as áreas consideradas mais sensíveis a enchentes.
Diante do cenário, governos estaduais e órgãos de Defesa Civil começaram a discutir medidas preventivas. Em Santa Catarina, a expectativa é de que um decreto de alerta climático seja anunciado nos próximos dias para facilitar ações emergenciais e ampliar o acesso dos municípios a recursos de prevenção..





