No interior de Mato Grosso do Sul, uma comunidade conhecida como Zigurats tem chamado atenção por um modelo econômico pouco convencional: a criação de uma moeda própria, usada em um ecossistema que se estende por até 200 quilômetros, incluindo a região de Campo Grande. A iniciativa combina tecnologia blockchain, produção local e uma rede de empreendedores que funciona de forma paralela ao sistema financeiro tradicional.
A moeda digital criada pelo grupo tem valor aproximado de R$ 13 e é utilizada como meio de troca em serviços e produtos dentro da rede. Segundo os responsáveis pelo projeto, a proposta é integrar atividades econômicas locais a partir da tokenização de bens como água mineral, argila medicinal, cosméticos naturais e suplementos desenvolvidos na própria comunidade.
Tecnologia, autossustentabilidade e uma cidade com arquitetura fora do padrão
O sistema também conecta setores como turismo, saúde, hospedagem, comércio, vestuário e combustíveis, formando uma cadeia de circulação interna de recursos. A ideia, segundo os envolvidos, é reduzir a dependência de subsídios públicos e estimular uma economia baseada em produção própria e inovação tecnológica.
A estrutura econômica de Zigurats é sustentada por uma plataforma baseada em blockchain, tecnologia que permite registrar e negociar ativos digitais de forma descentralizada. O modelo busca transformar produção real em ativos digitais negociáveis dentro da rede.
A comunidade surgiu há cerca de 30 anos e ganhou notoriedade nacional após a repercussão de relatos envolvendo o chamado “ET Bilu”, em 2010. Desde então, o local passou a ser associado também à proposta de uma “cidade futurista”.
O acesso é feito por estrada a partir de Campo Grande, em um trajeto que inclui trechos asfaltados e vias de terra. No local, construções de formato cilíndrico e estruturas em forma de cúpula reforçam a estética incomum que marca a paisagem da comunidade.





