A sensação de “azar no amor” pode parecer apenas uma coincidência — mas, para a psicologia, ela costuma ter explicações mais profundas. Segundo a psicóloga Celia Betrián, que abordou o tema em um vídeo nas redes sociais, muitas pessoas acabam repetindo padrões afetivos sem perceber, o que influencia diretamente suas escolhas nos relacionamentos.
De acordo com a especialista, uma das principais razões está nas primeiras experiências emocionais, especialmente na infância. Quem cresceu em ambientes onde o afeto era instável ou condicionado tende a internalizar esse modelo como algo “normal”. Na vida adulta, isso pode se traduzir na busca por parceiros que reproduzem exatamente essa dinâmica.
Padrões emocionais podem explicar a repetição de frustrações amorosas
“Quando o carinho era incerto, o cérebro aprende a associar amor à insegurança”, explica Betrián. Com isso, relações intensas, imprevisíveis ou até desgastantes podem ser confundidas com paixão verdadeira.
Outro ponto importante é o funcionamento do sistema emocional. Pessoas que vivenciaram relações instáveis podem se sentir mais atraídas por esse tipo de vínculo, mesmo que ele traga sofrimento. Não é exatamente falta de sorte — é um padrão que se repete.
Além disso, crenças negativas reforçam esse ciclo. Pensamentos como “ninguém quer algo sério” ou “relacionamento não é para mim” revelam mais sobre a forma como a pessoa se enxerga do que sobre a realidade ao seu redor. A baixa autoestima e o medo da rejeição também dificultam conexões saudáveis.
Especialistas apontam que o primeiro passo para mudar esse cenário é o autoconhecimento. Observar comportamentos repetitivos, refletir sobre o tipo de parceiro escolhido e entender as próprias expectativas são atitudes essenciais.
A boa notícia é que esses padrões podem ser transformados. Com apoio psicológico e consciência emocional, é possível ressignificar experiências passadas e construir relações mais equilibradas — provando que, no amor, nem tudo depende da sorte.





