Um alerta vindo de um cientista reacende um debate antigo. Segundo o palentólogo americano, Steve Brusatte, a Terra pode estar entrando em um novo ciclo de extinção em massa, com impacto direto sobre espécies que sobreviveram até mesmo ao evento que eliminou os dinossauros.
O foco do alerta realizado pelo especialista em seu novo livro “The Story of Birds: A New History from Their Dinosaur Origins to the Present” (“A História das Aves: Uma Nova História desde suas Origens Dinossauro até os Dias Atuais“, em tradução livre), está nas aves, consideradas descendentes diretas dos dinossauros e, portanto, sobreviventes de uma das maiores crises biológicas da história do planeta.
O que vem sendo observado
De acordo com Brusatte, as aves enfrentam hoje a maior pressão de sobrevivência desde o evento que extinguiu os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos. Isso porque atualmente o planeta vem enfrentando mudanças climáticas, além da destruição de habitats naturais para esses animais.
O período histórico no qual os dinossauros foram extintos, conhecido como Extinção do Cretáceo-Paleógeno, provocou o desaparecimento de aproximadamente 75% das espécies do planeta, alterando completamente os ecossistemas globais.
A comparação feita pelo especialista não é apenas simbólica. Ela indica que o ritmo atual de pressão ambiental pode estar se aproximando de padrões observados em eventos de extinção em massa.
Por que as aves estão no centro do problema
As aves funcionam como um indicador biológico sensível. Isso acontece porque estão distribuídas em praticamente todos os ecossistemas, respondem rapidamente a mudanças ambientais e dependem diretamente de habitats específicos.
Hoje, existem mais de 10 mil espécies de aves no planeta, e muitas delas apresentam queda populacional significativa, inclusive fora das listas oficiais de ameaça, ou seja, o problema não está restrito a casos isolados, ele indica uma tendência sistêmica.
O que diferencia essa crise das anteriores
Diferente da extinção dos dinossauros, causada por eventos naturais extremos, o cenário atual tem origem predominantemente humana, levando em consideração a destruição de habitats naturais, mudanças climáticas devido a ações do homem, poluição ambiental também provocada pelos seres humanos e o uso intensivo de recursos naturais.





