Após avançar em missões recentes pra a exploração da Lua, a NASA agora volta sua atenção para um problema mais imediato, e que envolve risco direto à Terra. A agência espacial norte-americana está planejando uma operação inédita para “salvar” o planeta de ser atingido por um telescópio fora de controle que pode reentrar na atmosfera de forma desordenada.
A proposta envolve o envio de uma espaçonave robótica capaz de interceptar e redirecionar o equipamento em órbita, impedindo que ele caia na Terra. O equipamento em questão é o Observatório Neil Gehrels Swift, que sofre com a degradação de sua órbita.
O Observatório Neil Gehrels Swift segue funcionando
O Swift não é um equipamento desativado. Mesmo após mais de 20 anos em operação, ele continua sendo utilizado em pesquisas científicas. Sua principal função é detectar explosões de raios gama, fenômenos associados a processos altamente energéticos, como o colapso de estrelas massivas. Esse tipo de observação ajuda a entender a formação de estruturas cósmicas e eventos de grande escala no universo.
Além disso, o telescópio também tem sido aplicado em estudos mais recentes, como a análise do cometa interestelar 3I/ATLAS, o que mostra que ele ainda mantém relevância operacional, ou seja, não se trata de um equipamento obsoleto, mas de um ativo científico ainda produtivo.
O que está causando o risco de queda
A atmosfera ainda exerce influência suficiente para reduzir gradualmente a velocidade do equipamento. Esse processo faz com que o objeto perca altitude ao longo do tempo.
Um fator que intensifica esse fenômeno é a atividade solar. Em períodos de maior intensidade, a atmosfera terrestre se expande, aumentando o nível de resistência enfrentado por satélites. Como consequência, o Swift vem apresentando uma redução progressiva de sua órbita, o que aumenta a probabilidade de reentrada em nossa atmosfera. Segundo a NASA, existe 50% de chance de isso acontecer até junho de 2026, e 90% de ocorrer antes de 2027.
Como a NASA pretende resolver o problema
Para evitar esse cenário, a NASA está estruturando uma missão baseada em intervenção direta no espaço. A operação será realizada em parceria com a Katalyst e prevê o envio de um veículo robótico até o telescópio.
O funcionamento segue uma lógica simples do ponto de vista operacional, no qual uma nave será lançada, alcança o telescópio, realiza o acoplamento e executa uma manobra orbital. O objetivo é elevar a altitude do equipamento, colocando-o em uma posição mais estável e reduzindo o risco de queda.





