Um novo parasita foi descoberto no Instituto Butantan, em São Paulo, ao redor do corpo de uma aranha, causando surpresa na comunidade científica. Pesquisadores identificaram um “colar” de larvas de ácaro, agora classificado como a nova espécie Araneothrombium brasiliensis.
Essa descoberta ocorreu durante análises microscópicas em aranhas de coleções científicas, destacando a complexidade das interações entre as espécies de aracnídeos.

Método de identificação do parasita
Os pesquisadores do Instituto Butantan identificaram a presença do ácaro através de técnicas de microscopia eletrônica e de luz, examinando aranhas de famílias distintas, como Araneidae, Salticidae e Sparassidae. A análise revelou que as larvas se instalam em regiões vulneráveis das aranhas, onde se alimentam de fluidos corporais.
Essa nova espécie é a segunda do gênero registro de ácaro parasita de aranhas no Brasil, ampliando o conhecimento da biodiversidade nacional.
Importância da descoberta
A descoberta foi feita de maneira inesperada em espécimes armazenados no Butantan, destacando a importância de reavaliações periódicas em coleções zoológicas. A caracterização do Araneothrombium brasiliensis no contexto brasileiro sublinha a relevância do instituto em entender novas interações ecológicas.
A identificação desta nova espécie fornece um caminho para aprofundar o estudo sobre parasitismo em ambientes tropicais. Através dessa descoberta, o Instituto Butantan continua a contribuir significativamente para a ciência.





