Pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia Daegu Gyeongbuk, na Coreia do Sul, revolucionaram a abordagem para descontaminação de solos radioativos ao desenvolver uma “planta solar” artificial. Essa inovação promete descontaminar eficientemente áreas afetadas por radiação, como as do desastre de Chernobyl, ocorrido em 26 de abril de 1986 na usina nuclear de Chernobyl.
Embora a pesquisa tenha sido anunciada recentemente, a efetividade do dispositivo, capaz de remover íons de césio radioativo, ainda está em fase de comprovação.
Como funciona a planta solar artificial
Inspirada no mecanismo de transpiração das plantas, a planta solar artificial consegue remover o césio do solo utilizando um sistema que extrai água contaminada através de um “caule” e transporta essa água até “folhas” equipadas com adsorventes específicos.
Essas folhas capturam os íons radioativos, permitindo que a água purificada evapore e retorne ao solo, eliminando a dependência de reposição hídrica externa. Esse processo não requer eletricidade, mostrando-se viável para áreas remotas.
Devido riscos do césio-137
O césio-137 é um isótopo radioativo solúvel em água, com meia-vida de cerca de 30 anos, e pode se acumular em tecidos biológicos, representando sério risco à saúde humana. Os métodos tradicionais de descontaminação são logisticamente complexos e caros, frequentemente inviáveis para operações em larga escala.
Por isso, a inovação tecnológica se mostra promissora como alternativa mais sustentável e acessível.
Benefícios e sustentabilidade
A tecnologia destaca-se por sua autossuficiência e sustentabilidade. Como as folhas do dispositivo podem ser recicladas após limpeza química, a planta solar reduz custos e impactos ambientais.
Isso a torna especialmente vantajosa para regiões inacessíveis onde a infraestrutura e os recursos são limitados.





