De acordo com balanços oficiais recentes, a febre maculosa, popularmente conhecida como “febre do carrapato”, segue ativa no país, causando casos e óbitos recentes em estados como São Paulo, que figura historicamente como um dos principais focos da doença, e Minas Gerais.
Contudo, apesar da gravidade da situação, um estudo divulgado pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) na última sexta-feira (26) apresentou dados reconfortantes, sobretudo para os moradores da capital brasileira.
Análises laboratoriais de amostras de sangue de animais como capivaras descartaram a circulação da bactéria Rickettsia rickettsii, agente causador da “febre do carrapato”, no ecossistema do Distrito Federal.
Os resultados contrapõem o argumento de que a melhor saída para combater possíveis avanços da doença seria remover os animais de seu habitat. Sem a contaminação, a remoção da fauna nativa deixa de ser uma resposta correta para a saúde coletiva.
Vale destacar, entretanto, que o diagnóstico negativo para a febre maculosa não isenta o contato direto de riscos sanitários. Afinal, conforme destacado pelos especialistas do Ibram, carrapatos hospedados em capivaras ainda podem atuar como vetores de outras patologias.
Mais sobre a “febre do carrapato”: transmissão, sintomas e como prevenir
É importante lembrar que a febre maculosa não é transmitida pelo contato direto de pessoa para pessoa ou com os animais. O contágio ocorre exclusivamente pela picada do carrapato-estrela infectado, que deve ficar preso na pele por no mínimo 4 horas para inocular a bactéria.
Geralmente manifestados de 2 a 14 dias após a picada, os sintomas iniciais incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa, dores musculares e náuseas. Com a evolução do quadro, ainda surgem manchas avermelhadas nas extremidades dos braços e pernas.
A prevenção mais eficaz contra a infecção envolve o uso de vestimentas fechadas, como calças compridas e camisas de manga longa, ao circular por áreas rurais, trilhas ou matas. E ao notar a presença de um carrapato na pele, é ideal removê-lo com cuidado com a ajuda de uma pinça.





